Cromeleque dos Almendres – Crédito Turismo do Alentejo
Monumentos milenares, vestígios ancestrais e paisagens históricas revelam as origens da civilização na região portuguesa
O Alentejo, maior região de Portugal, reúne um dos mais impressionantes conjuntos de vestígios pré-históricos da Europa, com círculos de pedras, dólmens e menires que testemunharam os primórdios da sociedade humana. Esses monumentos, mais antigos do que a maioria dos sítios da Europa Ocidental, revelam aspectos fundamentais da evolução das comunidades, como o desenvolvimento da agricultura, das crenças espirituais e da vida em comunicado.
Confira três sítios arqueológicos para incluir no seu roteiro pela região mais autêntica de Portugal:
- Cromeleque dos Almendres

Cromeleque dos Almendres – Crédito Turismo do Alentejo
Nos arredores da cidade de Évora existem diversos sítios megalíticos, incluindo centenas de menires, dólmens e antigos assentamentos em ruínas, sendo o Cromeleque dos Almendres um dos mais famosos. Disposto em formação circular, o conjunto é composto por 95 monólitos de granito organizados em pequenos agrupamentos. É considerado o maior monumento megalítico conhecido da Península Ibérica e um dos mais antigos do mundo, sua construção remonta ao sexto milênio a.C., cerca de três mil anos antes de Stonehenge.
- Menir da Meada

Menir da Meada – Crédito Turismo do Alentejo
Localizado em Castelo de Vide, em um vale cercado de sobreiros e azinheiras, o Menir da Meada é considerado o mais alto da Península Ibérica, com mais de quatro metros de altura a partir do solo e mais de sete metros de comprimento. Classificado como Monumento Nacional de Portugal desde 2013, este é o menir mais antigo até agora datado em todo o mundo, erguido entre 4810 e 5010 a.C. quando as primeiras comunidades neolíticas desta região começavam a entalhar e decorar enormes blocos de pedra com forma fálica, e erguê-los em encostas viradas para o nascer do sol – ritual desenvolvido para estimular a fertilidade da terra.
- Gruta do Escoural

Gruta do Escoural – Crédito Nelson Carvalheiro
A atração preserva importantes registros de arte rupestre do período Paleolítico e pode ter sido utilizada como local de sepultamento. As pinturas retratam cenas de caça e revelam vestígios de ocupação humana que remontam a cerca de 50 mil anos a.C., quando grupos neandertais utilizavam o espaço como abrigo. Posteriormente, durante o período Neolítico, a gruta passou a desempenhar função funerária, acompanhada de um pequeno assentamento nas proximidades.
Incluir esses tesouros históricos em um roteiro pelo Alentejo e descobrir de perto seus fascinantes sítios arqueológicos é uma oportunidade única de viajar no tempo e compreender as origens das civilizações que moldaram a história da humanidade.



