São 21 Destinos Cervejeiros, espalhados por diferentes regiões do estado | Foto: Divulgação
Novo roteiro turístico reúne cervejarias em diferentes regiões do Estado e amplia a oferta das Rotas de São Paulo
Em São Roque, onde as videiras já fazem parte da paisagem e do roteiro de quem viaja em busca de bons sabores, há uma cervejaria que escolheu dialogar com o vinho. A Weinberg – que significa vinhedo em alemão – nasceu da aproximação desses dois universos que compartilham tradição, tempo e território. Ali, a cerveja ganha influências do mundo do vinho e a experiência convida o visitante a descobrir que, muitas vezes, um destino se revela pelas histórias que serve à mesa.
Com o slogan “O Vinhedo Cervejeiro”, além dos estilos tradicionais, a produção inclui rótulos inspirados no universo dos vinhos, como por exemplo o estilo Barley Wine e também os chopes com vinho (tinto e branco) e cervejas maturadas com uvas do parreiral ou em barricas de vinho.
A história da Weinberg é escrita entre barricas, vinhedos, malte, lúpulo e inspiração ilustra bem as Rotas da Cerveja, um projeto do Governo de São Paulo que reúne cervejarias, produtores independentes, bares, restaurantes e empreendimentos do segmento que convidam a população a pôr o pé na estrada e descobrir novas experiências e sabores.
“Nós abrimos aos finais de semana, feriados e períodos de férias, o turismo é essencial para nós. Fazer parte das Rotas da Cerveja aumenta nossa visibilidade, impulsiona os eventos e amplia o fluxo de turistas. Mais do que visitar uma cervejaria, quem vem à Weinberg faz uma verdadeira viagem cultural cervejeira a poucos quilômetros da capital”, reforçou Marcelo Citadini Alevato, proprietário e cervejeiro da Weinberg.
A experiência na cervejaria de estilo alemã se completa com um restaurante e bar com decoração que lembra uma taberna e que conta ainda com uma cave com pipas. Além disso, o jardim remete aos tradicionais pavilhões e biergartens – os jardins da cerveja em tradução literal -, da festa de Munique, reforçando o objetivo de proporcionar uma imersão cultural.
E a Weinberg não está sozinha, ela faz parte dos 21 Destinos Cervejeiros, espalhados por diferentes regiões do estado e que estão presentes nas Rotas da Cerveja. Cada parada revela histórias de famílias empreendedoras, receitas autorais e ingredientes locais.
“Nossa atuação é guiada por três princípios: continuidade, colaboração e coletividade. O Turismo é transversal e é construído em parceria. Assim como acontece com as Rotas do Vinho, do Café e do Queijo, o objetivo é valorizar os produtores, promover os destinos e incentivar os visitantes a conhecerem a diversidade cultural, gastronômica e econômica das diferentes regiões paulistas”, afirma a secretária de Turismo e Viagens, Ana Biselli Aidar.
Muito além do copo
Essa proposta é inspirada na própria trajetória da cerveja em São Paulo. Trazida ao país pelos imigrantes europeus, especialmente holandeses e alemães, a bebida encontrou em São Paulo um ambiente fértil para crescer e criar novos estilos. Hoje, o Estado concentra o maior número de cervejarias registradas no país, com mais de 450 estabelecimentos. O mercado paulista se destaca pela infraestrutura, capacidade de distribuição e pela criação de polos regionais que combinam a produção industrial com o turismo receptivo.
Com as Rotas da Cerveja, visitar uma cervejaria passa a fazer parte do roteiro de quem viaja pelas cidades paulistas. A experiência vai além da degustação, envolve conhecer quem produz, entender os processos, descobrir ingredientes e perceber como cada rótulo carrega um pouco da história.
Para Victor Marsaioli Doneux, cervejeiro e CEO da Cervejaria Santista, que também é um Destino Cervejeiro, o projeto das Rotas da Cerveja representa um importante reconhecimento ao segmento das microcervejarias paulistas. “É o reconhecimento, por parte do poder público, da existência e da importância do setor no Estado de São Paulo. É um grande avanço para fortalecer e ampliar nossa visibilidade”, afirma.
Segundo ele, na Cervejaria Santista o visitante vai encontrar muito mais do que uma fábrica aberta ao público. “A experiência começa com a história da cervejaria e segue por todas as etapas da produção, desde os insumos e processos produtivos até a fermentação, a maturação, o envase, as escolas cervejeiras, os estilos e as harmonizações. É uma oportunidade para que o visitante compreenda toda a cultura que existe por trás de uma cerveja autoral”, explica Doneux.
Outro estabelecimento dentro dos Destinos Cervejeiros é o Refúgio do Barba, em Atibaia, acredita que o roteiro irá conectar as pessoas que valorizam experiências autênticas, produtos de qualidade e o contato direto com os produtores. “Nossa proposta vai além de servir uma boa cerveja. Queremos proporcionar uma experiência completa, aproximando o visitante do universo da produção e da cultura cervejeira. Buscamos oferecer um ambiente acolhedor, atendimento próximo e momentos que incentivem a convivência”, reforçou a sócia proprietária do Paola Soares.
E essas são apenas algumas das experiências oferecidas pelos Destinos Cervejeiros listados nas Rotas da Cerveja, que reúnem empreendimentos com perfis distintos em diferentes municípios.
Vinte destinos, inúmeras possibilidades
Pensados para quem gosta de viajar descobrindo sabores, os roteiros incluem visitas às fábricas, degustações orientadas, harmonizações gastronômicas, brewpubs – locais que combinam bar, restaurante e uma pequena fábrica de cerveja -, cursos, festivais e experiências que revelam os bastidores da produção cervejeira.
Os 21 destinos selecionados estão distribuídos por diferentes cidades do Estado: Sete Barras, Atibaia, Bariri, Bragança Paulista, Campo Limpo Paulista, Itapetininga, Marília, Mogi Guaçu, Pedranópolis, Pinhalzinho, Santo Antônio do Jardim, Santo Antônio do Pinhal, Santos, São José do Rio Pardo, São José dos Campos, São Roque e São Sebastião.
A lista reúne cervejarias premiadas nacional e internacionalmente, empreendimentos familiares e estabelecimentos que fazem do turismo uma extensão da produção, oferecendo experiências que unem originalidade, sustentabilidade e boa gastronomia. E ainda estabelecimentos que cultivam o lúpulo: sendo o Lúpulo Guarani, em Araraquara e Lúpulo do Ribeira, em Pariquera-Açu.
Cada local tem personalidade própria, mas todos refletem a cultura, a economia e as características da região onde estão inseridas. Porque, no fim das contas, viajar é isso: sentar à mesa, ouvir histórias, conhecer quem produz e descobrir que cada cidade tem um sabor próprio.
Por trás desse roteiro, há uma estratégia da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) de fortalecimento do turismo regional por meio do turismo de experiência. Ao estimular a visitação, a iniciativa movimenta restaurantes, meios de hospedagem, comércio, produtores locais e diversos serviços ligados à cadeia do turismo, gerando emprego, renda e novas oportunidades.
As Rotas da Cerveja são um projeto das secretarias de Turismo e Viagens (Setur-SP), Desenvolvimento Econômico (SDE), Agricultura e Abastecimento (SAA), Casa Civil e da InvestSP. A iniciativa conta com 107 cervejarias mapeadas e divididas em sete rotas: Noroeste Paulista; Mogiana Paulista; Campinas e Região Metropolitana; Circuito das Águas e Frutas; Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista; Sorocaba e Região; e Capital e Região Metropolitana, além de Destinos Cervejeiros e de Negócios. Ela chega para ampliar o programa Rotas de São Paulo, que já reúne os roteiros do Vinho, do Café e do Queijo.
Para conhecer todos os destinos cervejeiros listados, acesse: rotasdesp.sp.gov.br.




