Mergulho com a equipe da Adega do Mar – Centro Ecoalga – Crédito: Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO)
Inovação no método de envelhecimento da bebida surpreende visitantes em uma das regiões mais autênticas de Portugal

Vinho da Água, da Ervideira – Crédito: Turismo do Alentejo
O Alentejo é reconhecido por seus vinhos premiados, paisagens marcantes e tradições centenárias. Mas a maior região de Portugal também surpreende pela capacidade de inovar sem perder sua essência. Um dos exemplos mais curiosos é o vinho subaquático, produzido por meio de um método de envelhecimento que transforma lagos e oceanos em uma verdadeira adega natural. Nesta experiência, o vinho é o ponto de partida para o visitante descobrir um Alentejo criativo e único.
Uma das iniciativas pioneiras é o Vinho da Água, da Ervideira, lançado em 2015. Inspirado na história dos vinhos encontrados em naufrágios, o projeto leva as garrafas do Conde D’Ervideira para repousar a cerca de 30 metros de profundidade nas águas do Lago Alqueva. Depois do estágio em barricas de carvalho, os vinhos permanecem submersos durante oito meses, em condições naturais consideradas ideais para sua evolução.
Este processo subaquático resulta em rótulos que combinam textura suave, complexidade aromática, equilíbrio e personalidade, um produto excepcional para quem busca por um tinto único e diferenciado. A passagem das garrafas pelas águas do Alqueva dá à bebida uma frescura surpreendente, fazendo dele o acompanhamento ideal para pratos de carne grelhada ou queijos fortes.
Já em Sines, a Ecoalga desenvolve o projeto Adega do Mar, uma adega subaquática onde vinhos, ginja de Óbidos, rum, azeite e mel envelhecem nas águas da costa alentejana, entre oito e 40 metros de profundidade. Vale destacar que a profundidade na qual cada garrafa permanece influencia não apenas a evolução do vinho, mas também a aparência das garrafas, que por vezes ganham adereços como conchas e resíduos marinhos.

Vinhos subaquáticos do Alentejo – Crédito: Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO)
A Adega do Mar transformou o envelhecimento subaquático em uma experiência turística em que os visitantes podem embarcar até os locais onde estão armazenadas as garrafas, realizar mergulhos para resgatá-las do fundo do oceano e degustar o vinho logo em seguida.
Essas iniciativas reforçam o Alentejo como um destino autêntico para os amantes do vinho. Ao transformar recursos naturais em experiências inovadoras, a região amplia sua oferta turística e convida os visitantes a conhecerem o vinho por uma nova perspectiva, tornando a viagem ainda mais memorável.




