Brasil testa metodologias para medir impactos do turismo sobre a fauna de cavernas

Iniciada no Rio Grande do Norte, iniciativa integra ações do PAN Cavernas do Brasil

Com mais de 30 mil cavernas registradas e um potencial estimado para ultrapassar 300 mil, o Brasil tem despertado, cada vez mais, o interesse de turistas em conhecer ambientes subterrâneos. Diante desse cenário de crescente procura, pesquisas vêm sendo desenvolvidas com foco na redução dos impactos do turismo espeleológico. Um exemplo é o trabalho iniciado no Parque Nacional da Furna Feia (RN), que busca testar metodologias de avaliação dos impactos da visitação sobre a fauna de invertebrados e morcegos.

A iniciativa integra o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Patrimônio Espeleológico (PAN Cavernas do Brasil) e tem como objetivo subsidiar a definição de áreas que poderão ser abertas ou restritas à visitação, de forma a conciliar o uso público com a conservação sustentável das cavernas turísticas.

Os estudos, que também serão aplicados em Minas Gerais, estado que concentra o maior número de cavernas do país, são conduzidos de forma comparativa, avaliando as metodologias também em cavernas não turísticas. Para isso, são simuladas atividades de visitação em caverna não turística, com a avaliação, in loco, dos impactos gerados.

Segundo o professor e pesquisador do Centro de Estudos em Biologia Subterrânea da Universidade Federal de Lavras (CEBS/UFLA), em Minas Gerais, e articulador dessa ação no PAN Cavernas do Brasil, Marconi Sousa Silva, “as alterações e usos antrópicos frequentes sem o devido plano de manejo em cavernas podem causar um desequilíbrio irreversível. Diversos estudos, tanto no Brasil quanto em outros países, avaliaram os efeitos de alterações antrópicas e constataram mudanças na temperatura, na umidade e na quantidade de CO₂, além do pisoteio e a compactação de sedimentos”, afirmou.

De acordo com o professor, essas alterações provocam estresse na fauna cavernícola, especialmente em invertebrados troglóbios, que existem exclusivamente nesse tipo de ambiente. Além disso, diversos estudos têm constatado a introdução de matéria orgânica estranha às cavernas, como o desenvolvimento de fungos e de biofilmes fotossintéticos associados ao uso de iluminação artificial. Esses processos podem causar danos aos espeleotemas, formações que levam dezenas, e até centenas de anos para se constituírem.

Related Posts:

  • All Post
  • CONECTADO
  • DESTAQUES
  • DESTINOS INTERNACIONAIS
  • DESTINOS NACIONAIS
  • Home

Bem-vindos!

Fique por dentro das novidades do mundo do turismo!

Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de

Posts Populares

  • All Post
  • DESTINOS NACIONAIS
  • DESTINOS INTERNACIONAIS
  • DESTAQUES
  • CONECTADO

Dias 4 e 5 de novembro

Instagram

Edit Template

© 2014-2024 Copyright

Você não pode copiar conteúdo desta página