F1 GP Sao Paulo. Foto: Beto Issa
Edição 2025 do GP São Paulo movimentou R$ 2,3 bilhões e trouxe 75% do público de fora da capital. Para 2026, reservas aéreas internacionais já superam o ano anterior, com destaque para Argentina, Estados Unidos e México
A poucas semanas do Grande Prêmio de São Paulo 2026, marcado para 6, 7 e 8 de novembro no Autódromo de Interlagos, o Visite São Paulo reforça o papel dos grandes eventos internacionais como motor do turismo na capital paulista. Os números da edição de 2025 mostram que a corrida vai muito além da pista: atrai visitantes de todo o Brasil e do exterior, aquece a rede hoteleira, a gastronomia e o comércio, e projeta a imagem da cidade para mais de 180 países.
Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), elaborado com base em dados da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris, o GP São Paulo 2025 gerou impacto econômico total de R$ 2,3 bilhões, crescimento real de 9,7% em relação a 2024. Desse total, R$ 1,4 bilhão corresponde ao impacto direto e R$ 894,2 milhões ao impacto indireto, gerado ao longo da cadeia produtiva. O evento também resultou em R$ 324,4 milhões em tributos e envolveu 23,7 mil profissionais, alta de 17,3% sobre o ano anterior. Pelo Índice de Alavancagem Econômica (IAE), cada R$ 1 investido no GP retornou R$ 7,14 à economia local.
“A Fórmula 1 é a prova de que São Paulo nasceu para receber grandes eventos internacionais. Em apenas três dias, a cidade recebe visitantes de dezenas de países, que se hospedam aqui, vão aos nossos restaurantes, conhecem nossos museus, nossa vida noturna e nossas compras. Esse é o turista que queremos conquistar”, afirma Toni Sando, presidente do Visite São Paulo.
Público de fora da capital e alto índice de retorno
A edição de 2025 registrou público recorde de 303.627 pessoas, 4,1% a mais que em 2024. Três em cada quatro espectadores (75%) vieram de fora da capital: 40% de outros estados, 17% do exterior e 18% do interior paulista e da Região Metropolitana. O perfil também mostra um público cada vez mais jovem e diverso: 43,1% tinham entre 18 e 29 anos e a presença feminina chegou a 36,1%.
Outro dado chama atenção: 94,8% dos espectadores afirmaram que pretendiam voltar em 2026.
“Quando um visitante vive uma boa experiência em São Paulo, ele vira nosso melhor embaixador. Volta para casa falando bem da cidade, recomenda para amigos e familiares e, muitas vezes, retorna em outra ocasião, para um congresso, um show ou simplesmente para passear. Um índice de quase 95% de intenção de retorno mostra que a cidade está entregando essa experiência”, destaca Toni Sando.
Demanda internacional em alta para 2026
Os primeiros indicadores de 2026 apontam para a continuidade do interesse estrangeiro. Levantamento da Embratur identificou 14.933 reservas aéreas internacionais para São Paulo no período de 4 a 11 de novembro de 2026, alta de 1,15% em relação às 14.763 registradas no mesmo intervalo de 2025, considerando reservas feitas até 24 de setembro.
A Argentina lidera entre os mercados emissores, com 3.685 reservas, seguida pelos Estados Unidos, com 2.237. O México registra o maior crescimento, de 54,83%, passando de 383 para 593 reservas. Chile, Alemanha, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha e Japão completam a lista dos dez principais mercados. O gasto médio informado por turista é de US$ 691 entre argentinos, US$ 1.742,30 entre norte-americanos e US$ 1.775,90 entre mexicanos.
“Os grandes eventos colocam São Paulo no radar de mercados que talvez ainda não nos conhecessem. O nosso trabalho é transformar essa primeira visita em relacionamento duradouro com a cidade, mostrando que São Paulo tem atrativos o ano inteiro, para lazer e para negócios”, conclui o presidente do Visite São Paulo.




