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Foto: Rafael Cavalli

 

Aconteceu na noite de quarta-feira, dia 17 de maio, durante a cerimônia de abertura do Connection Experience – Terroirs do Brasil, no Palácio dos Festivais, a entrega da Indicação Geográfica (IG) e do Selo de Procedência para seis chocolateiros de Gramado. 

 

A partir de agora, as marcas Prawer, Miroh, Lugano, Caracol / Planalto, Chocolate Gramadense e Chococia / Chocolataria Gramado passam a ser oficialmente “Chocolate Artesanal de Gramado”.

 

O registro de Indicação Geográfica é conferido a produtos ou serviços que são característicos de um local de origem, gerando reputação, valor e identidade própria, além de se diferenciarem dos similares encontrados no mercado pela sua qualidade.

 

Diretor na Rossi & Zorzanello, empresa realizadora do evento, Eduardo Zorzanello destacou na abertura que “Gramado é Gramado porque tem o seu chocolate”.

 

Já para o prefeito em exercício de Gramado, Luia Barbacovi, reforçou esse discurso salientando que a cidade se tornou uma referência internacional de Turismo. “Quando se fala em Gramado, se fala em chocolate, fondue e café colonial”, afirmou, e completou: “O Turismo tem força. Ele muda uma região, cria renda e gera empregos”.

 

Tornar o setor chocolateiro de Gramado de alto padrão e reconhecido internacionalmente sempre foi um dos principais objetivos da Associação da Indústria e Comércio de Chocolates de Gramado – ACHOCO.

 

A entidade vem trabalhando intensamente há muitos anos. Em 2018, fez o pedido de certificação e, dois anos depois, teve a primeira conquista, quando a Lei Federal 13.990, de 17/04/2020, foi aprovada e passou a reconhecer Gramado como Capital Nacional do Chocolate Artesanal.

 

O vice-presidente da Achoco e presidente da Prawer, Maurício Brock, representou os chocolateiros certificados no discurso. “Esta é uma noite histórica para Gramado. Um dos símbolos da cidade recebe seu IG de Origem, e isso acontece após um longo e criterioso processo de qualidade”, disse, e afirmou: “Muitas pessoas abraçaram essa ideia e trabalharam para que esse momento deixasse de ser um sonho e se tornasse uma realidade”.

 

O executivo salientou, ainda, que – mesmo com a certificação de hoje – a busca pelo aperfeiçoamento da cadeia produtiva de chocolateiros de Gramado seguirá constantemente. “Representamos 20% dos empregos formais do município, e isso é muito significativo. Por isso, é importante celebrar esta conquista”.

 

Para que os seis chocolateiros recebessem o IG de Origem, foi necessário que passassem pela implementação e manutenção dos processos de melhoria contínua das suas empresas e produtos fabricados.

 

Recentemente, a ACHOCO contratou a auditoria Ustra Consultoria – que possui know-how, credibilidade e larga experiência em assuntos regulatórios e Boas Práticas de Fabricação para produção de chocolates – para revisar e aplicar o Regulamento Técnico Interno e auditar as fábricas associadas.

 

A auditoria avaliou evidências documentais e também a área de produção, aplicando um check-list padrão e acompanhando os resultados, juntamente com a entidade. As empresas certificadas cumpriram todos os requisitos da rigorosa auditoria técnica, que contemplou etapas obrigatórias junto a ANVISA. “Foram trabalhados requisitos de qualidade essenciais que avaliaram a forma de produção para que o produto se enquadrasse como ‘Chocolate Artesanal de Gramado’, explica o diretor executivo da Achoco, João Teixeira.

 

Aprovado pelo INPI, o regulamento traz pontos fundamentais, como análises laboratoriais de qualidade, documentação de Boas Práticas de Fabricação, padrões internos para formulação e rastreabilidade. Todos os insumos e a produção foram acompanhados pelos produtores em planilhas, o que tornou o processo mais seguro e transparente.

 

A Associação deu, e continuará dando aos associados que ainda não conquistaram o IG, toda a estrutura necessária e suporte para o preenchimento dos requisitos, desde o auxílio para a contratação de profissionais técnicos com experiência no ramo até a implantação de ações que garantem ética e clareza nas etapas do processo.

 

Para que um chocolate seja chamado “Chocolate Artesanal de Gramado”, o regulamento indica, até mesmo, quais os ingredientes são permitidos ou não na formulação. Um exemplo é a proibição de gorduras substitutas em massas de chocolates puros, podendo ser usado somente manteiga de cacau.

 

O Selo de Procedência só poder ser usado pelas marcas que cumprem todos estes atributos. “Tudo o que estamos fazendo tem como foco principal nivelar o setor chocolateiro de Gramado, alinhando todos em um alto padrão e fortalecendo esse, que é um importante ativo da nossa cidade”, finaliza Teixeira.

 

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