Personagens do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, em Taubaté (foto: Aniello de Vita / Setur-SP)
Setur-SP destaca sete destinos culturais paulistas para o viajante apreciar a grande arte da nossa gente
Nesta quarta-feira (12), as manifestações artísticas brasileiras fazem festa. Nas cinco regiões do País, o Dia Nacional das Artes traz à tona as letras impressas nos livros, os poemas, contos e romances, as canções da nossa MPB, as danças em todo o território nacional, o folclore em forma de festividades e música, as esculturas e pinturas de tantos mestres. Disso, o Brasil é feito.
Para comemorar a data, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) traz ao turista e a moradores sete cidades paulistas que fizeram da grande arte brasileira a sua representatividade. É São Paulo como território da arte e da grande criação. São destinos turísticos que inspiram a criatividade e o cultivo de nossas raízes. Disso, São Paulo é feito.
A doce música de Tatuí, para olhos e ouvidos
Tatuí, um município de interesse turístico (MIT) situado a 142 km de São Paulo, é conhecido por sua Feira dos Doces, em julho, na Praça da Matriz, mas também é a “Capital Nacional da Música. A cidade se destaca pelo Conservatório Dramático e Musical de Tatuí (R. São Bento, 415, Centro), uma referência no ensino cênico e musical na América Latina.
Entre as atrações culturais, o Museu Histórico “Paulo Setúbal”, num prédio de 1920, guarda o acervo do escritor tatuiense. Para completar o passeio, o Teatro Procópio Ferreira (R. São Bento, 415, Centro) e o Museu da Imagem e do Som (MIS), na Av. Domingos Bassi, 1 – Cecap, refletem a herança histórica e cultural da região.
Cores e formas delineiam o turismo em Brodowski
Portinari e Brodowski são quase sinônimos. Localizado a 338 km de São Paulo, o município de interesse turístico (MIT) de Brodowski é a terra natal do pintor Cândido Portinari, cujo Museu fica na Praça Cândido Portinari, 298, no Centro. A entrada é gratuita, aberto de terça a domingo. Ele preserva o acervo da infância do pintor, com objetos pessoais, um ateliê e uma coleção de pinturas murais do mestre.
Mais obras do artista podem ser encontrados nas Capelas da Nona e na de Santo Antônio, dois templos religiosos decorados com murais feitos por Portinari, com forte valor artístico. Já o Parque Ambiental Pedro Zanon (no bairro 22 de Agosto), para passeios ao ar livre, é ideal para caminhadas em meio à natureza. A Praça Central, por sua vez, abriga monumentos que prestam homenagem à ferrovia e à história da cidade.
Uma Pinacoteca diante da praia
O prédio da Pinacoteca Benedicto Calixto está situado diante da praia do Boqueirão, na Av. Bartholomeu de Gusmão, 15, em Santos (estância turística localizada a 81 km de São Paulo), em homenagem ao pintor Benedicto Calixto. A edificação remonta à época áurea do café, no Brasil e foi construída em 1900, tem estilo arquitetônico eclético, a decoração interna em art nouveau e uma escada em mármore Carrara, com o corrimão de ferro maciço confeccionado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
O casarão é tombado, sendo o último remanescente do período do café, na orla santista. O acervo conta com 227 telas de vários pintores, sendo 62 de Benedicto Calixto, que compõem a exposição de longa duração “De Cada Janela…”, além de objetos pessoais do pintor, como caixas de tintas, pincéis e fotografias.
A Pinacoteca que são três em uma
Na Capital, três prédios estão reunidos no selo da Pinacoteca do Estado, sendo o prédio principal e mais conhecido, o Pina Luz, fundado em 1905 e localizado na Praça da Luz, 2, diante da Estação da Luz, fica aberto de quarta a segunda (das 10h às 18h). Entre os pintores nas exposições permanentes, estão obras de Almeida Junior (como o famoso “Caipira Picando Fumo”, de 1893), Volpi, Tarsila, Anita Malfatti, Portinari, Lasar Segall, Di Cavalcanti, Eliseu Visconti, Victor Brecheret, Rego Monteiro, Ismael Nery e outros.
A unidade Pina Estação (no Largo General Osório, 66) abriga exposições temporárias de arte contemporânea e o Memorial da Resistência, do antigo DOPS. Já o Pina Contemporânea (na Av. Tiradentes, 273) exibe obras em instalações, esculturas, fotografias, vídeos e peças interativas com foco na produção artística brasileira contemporânea e moderna.
As cerâmicas em meio à serra
Cunha, uma estância turística localizada a 224 km de São Paulo, tem a sua identidade moldada pela cerâmica artística. Conhecida como a Capital Nacional da Cerâmica em Alta Temperatura, a cidade reúne mais de 20 ateliês. Nos estúdios de Cunha, as prateleiras são ocupadas por esculturas, louças, vasos, luminárias, pias e diversos objetos, verdadeiras obras de arte.
A cidade está encravada no alto da Serra do Mar, a 1.100m de altitude, é cercada por paisagens repletas de trilhas em plena Mata Atlântica, com cachoeiras, montanhas e os famosos campos de lavanda, floridos ao longo de todo o ano. Com natureza privilegiada e preservada, Cunha tem história rica e para quem aprecia arte, há diversos ateliês de cerâmica espalhados e muitas edificações são tombadas pelo patrimônio histórico. Na gastronomia regional, pedem-se o pinhão, o shitake, o cordeiro e a truta.
Uma cidade para as reinações de uma boneca
A Capital Nacional da Literatura Infantil abre suas páginas ao público. Taubaté, município de interesse turístico (MIT) localizado a 131 km de São Paulo, é a cidade natal do escritor, tradutor e editor Monteiro Lobato, criador dos personagens do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”. O legado do autor e suas inovações no mercado editorial motivam a celebração anual de sua herança literária, ele que mudou a forma de produzir e editar livros no Brasil.
Para visitação pública, o verdadeiro Sítio do Pica-Pau Amarelo está localizado no Museu Monteiro Lobato (Av. Monteiro Lobato, s/n, Chácara do Visconde), criado em 1958 e tombado como patrimônio histórico e nacional desde 1962. O casarão do Museu é do século XIX, em que viveu o avô do pai da boneca Emília e do Visconde de Sabugosa, há um espaço cultural em meio a áreas verdes, com apresentações de contação de histórias e oficinas.
A cidade do acervo de livros
Conhecida como a “Cidade dos Livros”, Lençóis Paulista é um município de interesse turístico (MIT) localizado a 287 km de São Paulo e tem seu turismo cultural representado por um acervo literário maior que o total de seus habitantes. Seus atrativos de visitação pública são focados nessa forte identidade com a literatura, na história, na preservação da memória e da arte.
Um dos equipamentos, a Biblioteca Municipal Orígenes Lessa (Praça Comendador José Luiz Zillo, s/n, no Centro), abriga um gigantesco acervo de mais de 120 mil volumes dentro de um espaço moderno, o que a transforma no principal cartão postal da cidade. Ainda sobre literatura, o Espaço Cultural Cidade do Livro (R. Pedro Natálio Lorenzeti, 286, no Centro) sedia oficinas, feiras de livros, apresentações artísticas e os eventos literários de Lençóis Paulista.
Dia Nacional das Artes
Comemorada em 12 de agosto e oficializada em 1978, a data homenageia a criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, em 1816, no Rio de Janeiro, fundada pelo rei D. João VI. A entidade marcou o início do ensino oficial de Artes no Brasil, com a vinda da Missão Artística Francesa, com artistas como Debret (pintor de história), Nicolas-Antoine Taunay (pintor de paisagem), os irmãos escultores Marc e Zéphirin Ferrez e o escultor Auguste-Marie Taunay.
O Dia Nacional das Artes homenageia mais de cem funções ligadas à cultura e aos espetáculos, celebrando todas as formas de expressão artística, como a dança, a música, o cinema, o teatro e as artes visuais. O prédio da antiga Escola Real abriga atualmente a Escola de Belas Artes, da UFRJ.



