Foto: Projeto Baleia a Vista/ Julio Cardoso
Avistamentos antecipados reforçam o potencial da região como destino de ecoturismo e animam o trade para o período
O Litoral Norte de São Paulo abre mais uma temporada de avistamento de baleias e cetáceos com expectativas históricas. Após um 2025 recorde, com mais de 800 registros, os primeiros avistamentos de 2026 foram confirmados ainda em abril, antecipando a movimentação nas cinco cidades que integram o Circuito Litoral Norte: Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
Entre maio e novembro, as águas do litoral paulista se tornam rota de passagem e permanência das baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae), que migram das regiões frias do hemisfério Sul em direção às águas mais quentes do Brasil para reprodução e cuidado dos filhotes. A rica biodiversidade marinha da região, que abriga 4 espécies de baleias, 7 espécies de golfinhos, além de tartarugas, raias-manta e tubarões-baleia, transforma o Litoral Norte em um dos principais destinos de turismo de natureza do país durante o período de baixa temporada.
“O avistamento de cetáceos já está consolidado como um importante produto turístico do Litoral Norte e ganha força a cada temporada. Hoje, essa experiência movimenta toda a cadeia do turismo na baixa temporada, atrai visitantes em busca de contato com a natureza e reforça o posicionamento da nossa região como referência em ecoturismo sustentável. O mais importante é que esse crescimento é realizado com responsabilidade, por meio da qualificação das operadoras, da educação ambiental e da preservação da nossa biodiversidade marinha. Esse é um ativo valioso que gera emprego, renda e desenvolvimento para os municípios, ao mesmo tempo em que promove conscientização e valoriza uma das maiores riquezas que temos, que é o nosso patrimônio natural”, afirma o presidente do consórcio turístico, Toninho Colucci.
Avistamentos em abril: flutuação natural
O primeiro registro de baleias-jubarte em abril, antes do pico da temporada, que historicamente ocorre entre junho e julho, é explicado pelo Instituto Baleia Jubarte como parte do comportamento natural da espécie.
“Já existiu registro de avistamento de baleias-jubarte no mês de abril em anos anteriores, e isso é normal. Há uma flutuação e variação natural na chegada delas. Além disso, as baleias podem passar mais próximas à costa ou mais distantes — quando passam mais distantes, podem não ser vistas. Nossa temporada no Litoral Norte de SP tem uma maior concentração de baleias nos meses de junho e julho”, explica a coordenadora do Instituto Baleia Jubarte no Litoral Norte de São Paulo, Rafaela Souza.
Expectativas altas para 2026
A demanda por informações sobre avistamento de cetáceos já cresceu antes mesmo do início oficial da temporada, sinal do amadurecimento desse segmento no Litoral Norte.
“As expectativas estão altas. Muitas pessoas já estão procurando informações sobre o avistamento de baleias. Para nós, a expectativa é sempre de uma temporada de sucesso, com um turismo sendo realizado de maneira responsável. Todos os anos preparamos ações para orientação sobre as regras de avistagem, educação ambiental para a conservação das baleias, golfinhos e ambientes marinhos, e além disso, de ver a economia local crescer e girar nesse período considerado como baixa temporada”, destaca Rafaela.
O turismo de avistamento de cetáceos tem papel estratégico para os municípios da região justamente por movimentar a economia durante os meses de menor fluxo turístico, gerando renda para guias, operadores náuticos, pousadas, restaurantes e toda a cadeia do turismo local.
Passeios com empresas credenciadas: segurança para o turista e para os animais
Um dos pontos mais importantes para quem deseja viver a experiência do avistamento de baleias é a escolha de operadoras habilitadas, que seguem as normas legais de conduta e participam de programas de qualificação em conservação ambiental.
“Algumas prefeituras, como Ilhabela e São Sebastião, criaram um selo para incentivar o turismo responsável, com o cadastramento de empresas que cumprem diversos requisitos, dentre eles, participar da oficina de boas práticas que o Projeto Baleia Jubarte realiza, com o apoio das prefeituras. A busca por empresas cadastradas valoriza o turismo seguro, tanto na navegação quanto no avistamento, o que é muito importante para o turista, que procura um passeio que respeite as normas e a natureza”, afirma a representante do Instituto Baleia Jubarte.
Além da segurança, a escolha de operadores credenciados conecta o turista diretamente à ciência. “Nós, do Projeto Baleia Jubarte, também realizamos parceria com alguns operadores e saímos embarcados no turismo, realizando palestras pré-embarque e acompanhando a saída com os turistas. Dessa forma, integramos educação ambiental, pesquisa e incentivamos a ciência cidadã”, completa.
Regras de avistamento
Para garantir a segurança dos animais e a qualidade da experiência, as embarcações devem seguir normas estabelecidas por legislação federal:
- Distância mínima de 100 metros de qualquer cetáceo
- Proibido perseguir ou interromper o curso natural dos animais
- Motor desengatado ao se aproximar das baleias
- Proibido mergulhar ou nadar com as espécies
O descumprimento dessas regras está sujeito a penalidades e compromete a continuidade da atividade na região.
Para contratar passeios com operadoras credenciadas, acesse o guia de fornecedores oficial: circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral
Mais informações sobre experiências na região: circuitolitoralnorte.tur.br





