Projeto é o maior empreendimento turístico do litoral brasileiro. Imagem: divulgação
O projeto Santos + Vivo, terminal multipropósito, prevê a criação de um complexo turístico para o Brasil em Santos, que irá abrigar novo terminal de cruzeiros, hotel, shopping center, centro de negócios e a primeira marina de Santos, em uma estrutura de 294 mil metros quadrados sobre o mar, a partir da Ponta da Praia.
Além do desenvolvimento turístico, o projeto contempla uma série de melhorias para a balneabilidade das praias, para o desenvolvimento do Porto de Santos, o desenvolvimento econômico regional e a projeção de Santos como um case internacional de inovação em engenharia e arquitetura. O projeto foi aprovado na última semana pelo Ministério dos Portos, com investimentos privados previstos de R$ 1,2 bilhão.
Liderado pelos empresários Bayard Umbuzeiro Filho e Bayard Umbuzeiro Neto, respectivamente presidente e CEO da Transbrasa, terminal alfandegado do Porto de Santos há mais de 50 anos, o projeto Santos + Vivo será um divisor de águas no turismo de cruzeiro em Santos e no Brasil.
Investimento 100% privado
Bayard Umbuzeiro Neto destaca as vantagens que a cidade terá com a implantação do projeto, que receberá investimentos 100% privados de R$ 1,2 bilhão somente durante as obras. Como terminal multipropósito ele terá operações durante todo o ano, não somente durante a temporada de cruzeiros.
“Falando nos aspectos de turismo e economia, são estimados 7.500 empregos, uma injeção enorme de recursos privados na cidade, de impostos para o município e de crescimento do turismo em Santos”, explica Bayard, lembrando que o projeto segue padrões internacionais de urbanismo e sustentabilidade.
“O Santos + Vivo traz soluções de balneabilidade das praias, proteção da faixa de areia e valorização de toda a Ponta da Praia. O projeto está de acordo com o Zoneamento Urbano de Santos, que define a região como de interesse turístico, já prevendo e mitigando todo tipo de impacto, inclusive de mobilidade urbana”.
Crescimento do turismo internacional de Cruzeiros
Em 2023, 31,7 milhões de pessoas realizaram cruzeiros em todo o mundo, com um impacto de US$ 85,6 bilhões no PIB global. A projeção é que este mercado tenha um crescimento de US$ 16,7 bilhões até 2031, um crescimento anual de 7,9%. Até 2036, 67 novos transatlânticos de passageiros entrarão em operação.
“O Santos + Vivo prepara e insere Santos e o Brasil neste cenário, uma oportunidade de crescimento que a cidade e o país precisam aproveitar”, alerta Bayard Umbuzeiro Filho.
Aprovações da Antaq e Ministério dos Portos
O Santos + Vivo teve aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 2024 e do Ministério dos Portos em 2025, onde passou por nova análise. Em ambos os casos, a Autoridade Portuária de Santos ofereceu apoio técnico com informações sobre o projeto.
Além disso, o processo de análise da Antaq prevê a consulta prévia às autoridades municipais, processo que foi realizado, com consentimento da Prefeitura em 2023.
Projeto complementar ao Terminal do Valongo
A Prefeitura recentemente manifestou apoio ao projeto do terminal de passageiros no Valongo. A Transbrasa apoia incondicionalmente o projeto do Valongo, porque a cidade vai precisar de ambos.
Sobre segurança, um estudo da Unisanta, sob responsabilidade do prof. Dr. Renan Ribeiro, apontou que o posicionamento do projeto garante a segurança das operações no canal do porto.
Todo o trâmite administrativo para a obtenção da licença prévia de instalação deve levar cerca de 2 anos.
Um estudo da Fundação USP em fase final de aprovação, atendendo a Marinha do Brasil, também confirma que as manobras dos cruzeiros no terminal não vão interferir na navegabilidade do canal do porto.
Contribuição para o Porto
O projeto também tem valor estratégico para o crescimento do Porto de Santos. Ao funcionar como guia corrente, ele protege o calado do canal do estuário, reduzindo a necessidade de dragagem e facilitando o processo de aprofundamento do canal para 17 metros, necessário para acesso de grandes navios cargueiros.
Ao criar três berços de atração dedicados exclusivamente aos navios de cruzeiro, o Santos + Vivo complementa a estrutura portuária santista, em um momento em que se discute a incorporação de mais 12,6 milhões de metros quadrados à poligonal do porto.
“O Santos + Vivo elimina a necessidade de utilizar com navios de passageiros berços que serão fundamentais para movimentação de cargas. É uma oportunidade de solucionar problemas do porto, da cidade e colocar Santos em um novo patamar de turismo no mundo” completa Bayard Umbuzeiro Neto.
Nos últimos 10 anos, tivemos 1518 atracações de cruzeiros em Santos e 749 ocorreram fora do espaço do terminal de passageiros, ocupando berços destinados à movimentação de cargas.
Para o presidente da Transbrasa, Bayard Umbuzeiro Filho, o Santos + Vivo é uma oportunidade de projetar Santos para o futuro. “Não podemos cometer o erro de planejar a cidade pensando somente no agora. O Santos + Vivo mira o futuro e atende as necessidades da Ponta da Praia, do turismo, do porto, da cidade e do Brasil para as próximas décadas”.
O projeto foi apresentado para os 8 principais armadores que operam cruzeiros ao redor do mundo, com grande aceitação.
Conheça o Santos + Vivo em 10 pontos:
1- Todo o projeto é baseado em investimentos privados, sem dinheiro do Poder Público
A proposta é de um empreendimento autossustentável do ponto de vista financeiro, por isso o planejamento, a execução e a administração não dependem de dinheiro público.
2 – Atende a demanda por passageiros prevista para o Porto de Santos pela Fundação Getúlio Vargas
Se na última temporada Santos recebeu 1 milhão de passageiros, a projeção é que em 2035, o número possa ultrapassar 3 milhões, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, que prevê um aumento de até 216% de turistas de cruzeiros nos próximos 10 anos. O projeto não compete com o futuro Terminal de Passageiros do Valongo, mas atua em sinergia com ele, atendendo a demanda projetada e consolidando Santos como o grande hub de cruzeiros marítimos do país, com capacidade de atração de novos players do mercado de cruzeiros que hoje não operam no país. Pelo estudo da FGV, Santos pode precisar de 7 berços de atracação de cruzeiros para atender a demanda em 2035.
3 – Acelerador do desenvolvimento regional
Ao atrair turistas para Santos, o projeto vai acelerar também a movimentação do Aeroporto de Guarujá. Além da geração de empregos e injeção de recursos durante a obra e na operação dos equipamentos a serem instalados (terminal de passageiros, marina, hotel, shopping e centro de negócios). Será um salto de qualidade tanto para o mercado de cruzeiros quanto para o turismo receptivo da região, favorecendo toda a estrutura de comércio e restaurantes.
4 – Inserção da cidade no segmento náutico, um novo modelo de negócio para Santos
Apesar de ter o maior porto da América Latina, Santos não tem uma marina. O projeto prevê espaço para guarda e manutenção de embarcações de lazer, um negócio importante e rentável da região, com capacidade de atrair público de todo o Litoral, Grande São Paulo e interior paulista.
5 – Proteção e engordamento da faixa de areia da praia, especialmente na Ponta da Praia, que será protegida pelo Santos + Vivo
O projeto reverte o encurtamento da faixa de areia da Ponta da Praia, que será protegida e terá um processo de engordamento. Ou seja, o Santos + Vivo terá contribuição decisiva para um dos problemas que mais afligem a população da região, que é a perda progressiva de faixa de areia.
6 – Projeto favorece a balneabilidade das praias santistas
Ao formar uma barreira física separando as praias do canal do Estuário, o projeto ajuda na melhoria da balneabilidade das praias, reduzindo a chegada de água do estuário à orla santista.
7 – Projeto protege a Ponta da Praia do efeito das ressacas
A estrutura vai proteger a Ponta da Praia dos efeitos das ressacas que frequentemente atingem o bairro, ao formar uma barreira entre o mar aberto e o calçadão. O Santos + Vivo será uma barreira de proteção, ampliando a segurança da região da Ponta da Praia. O posicionamento do projeto foi recomendado pela USP, em estudo contratado pela Autoridade Portuária de Santos, para proteção da Ponta da Praia, contra ressacas. O projeto também prevê espaço para a acomodação das canoas havaianas, que hoje ficam indevidamente colocadas no calçadão da Ponta da Praia.
8 – Projeto protege o calado e o talude do Canal do Porto
Ao fazer o compartilhamento de guia corrente, o projeto protege o talude e o calado do canal do porto de assoreamento, facilitando o aprofundamento do canal de navegação para os 17 metros considerados ideais para a navegação. A medida é fundamental para o Porto de Santos, que precisa dessa profundidade para receber navios 366 e terá economia com serviços de dragagem, essenciais para o funcionamento do porto.
9 – Compromisso com o Meio Ambiente e sustentabilidade
O projeto prevê a obtenção de todas as licenças ambientais governamentais. Ele também conta com sistemas de gestão de água e energia, além de tecnologia de construção. Todas as etapas do projeto, do planejamento ao seu funcionamento completo, são sustentáveis. A proposta prevê captação de energia solar e três estações de tratamento de esgotos. Empreendimento recupera impactos causados pelo alargamento e aprofundamento do canal do porto ao longo de décadas.
10 – Espaço será um case de engenharia, arquitetura e urbanismo, totalmente integrado à Ponta da Praia, colocando Santos como destaque internacional
O projeto será uma referência internacional em urbanismo, desenvolvimento e sustentabilidade, ao lado de obras realizadas em Barcelona (Espanha), Sidney (Austrália) e Miami (Estados Unidos).