Dança surgida nos guetos jamaicanos, o Dance Hall terá oficinano mês de abril

 

Jamaica, Jamaica! - uma exposição concebida pela Cité de la musique - Philharmonie de Paris, produzida e realizada pelo Sesc São Paulo e em cartaz no Sesc 24de Maio, no centro da capital, realiza atividades integradas durante o mês de abril. A mostra ocorre até o dia 26 de agosto e tem o objetivo de apresentar o universo sonoro e cultural da Jamaica, berço de importantes correntes musicais da segunda metade do século XX.

 

Formada por oito núcleos, Jamaica, Jamaica! tem um setor intitulado “Mistério Sempre Há De Pintar Por Aí: Um Olhar Sobre ATrajetória Do Reggae No Brasil”, que busca aproximar o público da trajetória do ritmoem solo brasileiro. Além do que foi exposto em Paris, objetos, documentos e imagens que contam a trajetória do reggae no Maranhão, na Bahia e em São Paulo foram especialmente reunidos para serem exibidos.

 

Na Bahia, Gilberto Gil e Lazzo Matumbi deram início à popularização do reggae. Junto aos grupos Olodum (1979) e Muzenza (1981), os cantores deram origem ao samba reggae. É lá, também, que movimentos de protesto social ligados ao estilo dão origem, entre as décadas de 80 e 90, aos artistas Edson Gomes, Nengo Vieira e Sine Calmon.

 

Em São Paulo, numa cena alternativa ao pop, com uma estética consolidada popularmente, surgem, no início de 2000, as festas de dub e dancehall, que passam a figurar na vida noturna da cidade e antecedem a chegada dosound system –Dubversão –nas ruas do centro e da periferia da cidade.

 

No Maranhão,em São Luís – conhecida como a Jamaica Brasileira – estão alguns dos primeiros registros da música jamaicana no Brasil. O sucesso do reggae na ilha chegou pelo rádio, já que era possível sintonizar rádios caribenhas, e pelos marinheiros que traziam álbuns para serem reproduzidos em radiolas, sucesso desde os anos 50. A partir da década de 70, a influência da cultura jamaicana recriadiscotecagens em festas populares de rua.

 

A programação integrada de Jamaica, Jamaica! oferecebate-papos musicais que visam o encontro com os protagonistas das cenas dos três estados. A primeira edição, em abril, é dedicada ao Maranhão. Já em maio, duas edições diferentes serão dedicadasa Bahia e a São Paulo, respectivamente.

 

No dia 24 de abril, às 19h, para debater, contar curiosidades e histórias ligadas à trajetória do reggae no Brasil e suas influências, ocorre o bate-papo musical Reggae no Maranhão. A atividade traz como participantes os artistas, pesquisadores e colecionadores Fauzi Beydoun,Ademar Danilo e Natty Nayfson. A mediação fica por conta de Bi Ribeiro e os ingressos, que são gratuitos,devem ser retirados com 1hora de antecedência, na Central de Atendimento.

 

Já entre os dias 24 e 27 de abril, ocorre a oficina deDance Hall – estilo de dança solo com ênfase nos movimentos do quadril e do peitoral. Trata-se de parte dacultura de rua jamaicana, carregada de elementos como a música e a dança. O som do raggamurffin embala a atividade sob orientação de Ng Coquinho. A programação é gratuita eocorre de terça a sexta, às 16h.

 

 

EXPOSIÇÃO “JAMAICA, JAMAICA!”

Curadoria:SébastienCarayol

Núcleo de conteúdos brasileiros: Caio Csermak, Camila Miranda, DjMagrão, Lys Ventura, Rodrigo Brandão e Stranjah

Visitação: De 15 de março a 26 de agosto de 2018

Horários: Terça a sábado, das 9h às 21h

Domingos e Feriados, das 9h às 18h

Local: Espaço Expositivo do Sesc 24 de Maio (5º andar)

Grátis.

Classificação indicativa: 12 anos

 

Bate-papo musical Reggae no Maranhão

Data: 24/4 (terça-feira)

Horário: às 19h

Local:Espaço Expositivo do Sesc 24 de Maio(5º andar)

Grátis. Retirar ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

Duração: 1h30

Classificação indicativa:16 anos

 

Oficina de Dance Hall

Data: Dias 24, 25, 26 e 27/4 (terça a sexta-feira)

Horário: às 16h

Local:Ginástica (10º andar)

Grátis. Retirar ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

Duração: 1h

Classificação:12 anos