A “Cidade das Paixões” se tinge nas cores do arco-íris para a chegada da 28ª edição da Marcha do Orgulho LGBTQIA+, evento que reúne milhares de pessoas celebrando a diversidade sexual

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Foto: Entidade de Turismo de Buenos Aires

 

Na Argentina, não se celebra a diversidade sexual em junho, mês em que países do mundo todo recordam a revolta de Stonewall, em Nova Iorque. No país da parrilla, o Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em novembro em homenagem à criação do primeiro grupo de ativismo a favor da diversidade sexual no país. Assim, desde 1992 é celebrada a Marcha do Orgulho LGBTQIA+, o evento público mais importante da comunidade argentina.

 

A cidade de Buenos Aires se consolidou nos últimos anos como o destino turístico urbano na América do Sul preferido pela comunidade mundial LGBTQIA+. Por esse motivo, ano após ano, a capital argentina fica cheia de turistas, famílias inteiras, curiosos e tímidos que apreciam essa manifestação de maneira pacífica. De acordo com a programação oficial, o evento começará no sábado, 2 de novembro, na Plaza de Mayo, às 11 horas, com os shows de La Queen, Mala Fama, Marilina Bertoldi e com sets dos DJ Alan Fabulous e DJ Fabián Jara. Às 16:00 começa a marcha, que termina às 18:00 na Plaza del Congreso com um encerramento musical e um discurso.

 

Este ano, "por um país sem violência institucional ou religiosa" e "basta de crimes de ódio" são as premissas que darão impulso a uma mobilização que não para de crescer. Celebrar e tornar visíveis as orientações e identidades divergentes em busca de uma sociedade mais justa e igualitária são as principais premissas dessa incansável luta.

 

A Entidade de Turismo de Buenos Aires assegura que novembro é o mês ideal para conhecer Buenos Aires, para aqueles que buscam notar e desfrutar de expressões de amor autênticas e genuínas, em uma cidade onde o respeito e a empatia prevalecem sobre as manifestações pessoais. Mas e o que fazer se você for para a capital de Buenos Aires para curtir a Marcha do Orgulho?

 

Sugestões da Entidade de Turismo

 

Para o jantar: 

 

A dica nesse caso é o Babieca: durante o dia é um restaurante tradicional especializado em pizzas, bolos e doces. Por volta da meia-noite, o público gay masculino se junta ali. Alguns fazem o “esquenta” antes de ir a clubes próximos, outros passam a noite lá, em uma das mesas na calçada ou perto das janelas, observando as pessoas passarem. Também há os notívagos, que aproveitam o fato de o local ficar aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana.

 

Noite em Buenos Aires: como em todas as atividades oferecidas pela cidade, a vida noturna é caracterizada por sua grande diversidade. As melhores opções para desfrutar após a marcha são:

 

  • Feliza Arco Iris: é um bar-clube por e para os LGBTQIA+. Geralmente, ele traz diversas atividades e, especialmente no sábado após a marcha, terá uma festa especial para comemorar o orgulho LGBTQIA+, reconhecendo ícones da cultura argentina. Haverá bandas ao vivo, DJs e artistas diversos. Localização: Av. Córdoba 3271.

 

  • Fiesta Bresh: concebida por um grupo de oito amigos do ensino médio, esta festa foi projetada como uma alternativa à balada tradicional. A música é carregada de hits dos anos 80, e a lei principal é o respeito ao outro. Não há dress code e nem reprimenda por gosto sexual ou qualquer coisa: todos são bem-vindos. A festa deste sábado tem a temática "party after party", para que todos possam ir depois da marcha. Localização: Niceto Club. Av Niceto Vega 5510.

 

  • Fiesta Plop: ideal para a nova geração gay. Aqui frequentam pessoas entre 18 e 25 anos. A atmosfera é colorida e infantil, e a música ainda mais. Aqui são dançadas as músicas dos grandes programas infantis dos últimos 20 anos, que fazem o público pular sem parar. Aqui as pessoas são divertidas e o clima contagia todo mundo. Nesse caso, a festa é sexta-feira, celebrando o Halloween com uma festa incrível. Localização: Av. Federico Lacroze 3455

 

Por fim, você não pode deixar Buenos Aires sem conhecer a Casa Brandon: uma verdadeira usina de amostras e shows variados em torno da cultura queer. Não é um centro cultural, mas uma casa organizada em torno de uma sala de estar, com poltronas para assistir a um filme ou ouvir música ao vivo. Assim que você entra, há uma mostra de arte, que é renovada semanalmente, e subindo as escadas encontra a cozinha. Há também um bar, onde o ideal é pedir algo para beber e procurar um lugar nas poltronas,e nelas, dependendo da noite, há palhaços, música ao vivo, projeções, recitais de poesia, karaokê ou uma mistura de tudo isso. Localização: Luis María Drago 236.

 

Para obter informações sobre essas e mais atividades ao ar livre, acesse https://turismo.buenosaires.gob.ar/br