Cidade-estado alemã que integrou a histórica Liga Hansiática abriga relíquias arquitetônicas declaradas Patrimônios da Humanidade pela Unesco

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Markplatz: epicentro da Cidade Livre Hansiática de Bremen / Divulgação Germany Travel

 

A associação alemã Cidades Mágicas (Magic Cities) começou 2019 com uma nova integrante. Fundada em 750, a histórica Cidade Livre Hansiática de Bremen, localizada no norte da Alemanha, une-se a outras nove (Dresden, Dusseldorf, Frankfurt am Main, Hamburgo, Colônia, Leipzig, Munique, Nuremberg e Stuttgart) que, em comum, desejam fortalecer sua imagem e, com isso, gerar maior crescimento de pernoites junto aos mercados prioritários. De acordo com o diretor administrativo de Marketing e Turismo da WFB Wirtschaftsförderung Bremen, Peter Siemering, a entrada na Magic Cities simbolizará, a longo prazo, “maior visibilidade no mercado internacional, impulsos importantes na atividade turística e cooperação frutífera com os outros associados”.

 

Cidade-estado próxima de Hanover e Hamburgo, com esta última e com Lübeck pertenceu à Liga Hanseática, que consistia em uma aliança de cidades mercantis alemães ou de influência alemã que estabeleceu um monopólio comercial em quase todo o norte da Europa no final da Idade Média. Basta caminhar pela cidade e às margens do Rio Wessel para conhecer, in loco, as muitas heranças culturais e arquitetônicas desse período.

 

Um dos cartões-postais da cidade, a Markplatz (Praça do Mercado) é o point principal da região definida como Centro Histórico. De qualquer ângulo que se olhe, chama a atenção uma escultura, a de Roland, que é considerada Patrimônio Mundial da Unesco desde 2004. A estátua desse lendário personagem alemão é um símbolo de liberdade e direitos comerciais. Tanto é que várias cidades medievais alemãs possuem outras similares em suas praças centrais, as quais representam a independência comercial e jurídica. Porém, a mais famosa de todas é a de Bremen, que é de 1405.

 

Ainda na mesma praça outras edificações também captam o olhar do visitante e refletem o apogeu econômico do período hanseático. Entre elas, o prédio da prefeitura (também reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco e construído entre 1405 e 1410), que, segundo as autoridades locais, é única prefeitura da Europa construída no final da Idade Média que não foi destruída ou alterada, tendo sobrevivido ao longo do tempo com sua concepção original.

 

Também se destacam na Markplatz a Catedral de São Pedro, a Câmara do Comércio, um encantador conjunto de edifícios antigos e a escultura em bronze “Os Músicos de Bremen”, que é um dos símbolos da cidade e foi esculpida, em 1951, em homenagem ao conto homônimo dos Irmãos Grimm.  A obra, que retrata os personagens do conto (um galo, um gato, um cachorro e um burro), fica bem ao lado da prefeitura.

 

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Bremen Viertel Schnoor. Foto: Divulgação

 

Um passeio pela cidade não se completa, porém, sem uma caminhada por Schnoor, o bairro mais antigo de Bremen. Com ruelas estreitas e casinhas no estilo enxaimel, era o local onde viviam marinheiros e pescadores, cujas residências se transformaram em lojinhas, cafés e restaurantes charmosos que recebem turistas o ano todo.