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Rangers Mbongeni e Viv

 

Fazer safári e ver de perto animais selvagens é um sonho que muita gente tem. Com sua infraestrutura turística de ponta e diversidade de parques nacionais e reservas privadas, a África do Sul se destaca como destino para a atividade entre o público brasileiro. Ao realizar um safári por lá, não há figura mais importante que a do ranger - o guia da aventura. Especializado em comportamento animal, esse profissional conhece toda a fauna e flora da região como a palma da mão e é responsável por proporcionar aos visitantes experiências seguras e inesquecíveis. Para executar essas tarefas, os rangers passam por um logo processo de formação e treinamento. Tem curiosidade de saber como funciona? Então a Viv Ladner, guia que atua na reserva de luxo Sabi Sabi Private Game Reserve, conta como foi a sua experiência:

 

“A jornada para se tornar guia no Sabi Sabi Private Game Reserve é uma experiência que transforma a vida”, ela começa dizendo, “mas sempre há tempo pra fazer uma caminhada na savana e contemplar a paisagem.”

Viv diz que o processo de treinamento na reserva começa no Nkombe Camp, com um curso de seleção interno que o Sabi Sabi realiza quando está em busca de novos membros para o time de guias. “O Nkombe Camp vem sendo uma tradição desde o início dos anos 1980 e, ainda que tenha mudado de lugar várias vezes e evoluído de maneiras diversas, permanece igual o fato de que todos aqueles que passam por ele vivem uma experiência inesquecível”, diz Viv.

 

“O que faz do Nkombe Camp especial é que nele não são avaliadas apenas habilidades físicas, mas também interpessoais, além da determinação de cada um para superar desafios individuais em nome do benefício coletivo. É colocada uma grande ênfase em princípios como “trabalho em equipe” e “empatia” – algumas das principais forças motrizes por trás do sucesso do Sabi Sabi –, e nossa compatibilidade com esses valores é testada.”

Viv conta que essa primeira etapa de seleção dura nove dias e é repleta de desafios mentais e físicos, mas também do compartilhamento de histórias entre os envolvidos. Ela diz que ao longo do processo aprendeu muito sobre todo o time, sobre o que havia levado cada um até aquele lugar, e também sobre o que despertou neles a paixão pela conservação da natureza e pela possibilidade de ser um guia. “Nós passamos a entender uns aos outros e trabalhamos juntos, fosse tirando um Land Cruiser atolado da beira de um rio, ou fazendo algo tão simples quanto cozinhar um jantar. Nós passamos por tudo juntos.”

 

Entre os momentos mais marcantes do treinamento, Viv ressalta a caminhada realizada ao fim do acampamento para o Klipspringer Koppies, grande afloramento rochoso localizado no sul da reserva, próximo ao Sabi Sabi Earth Lodge. “Embarcamos nessa jornada sem saber para onde íamos ou quanto tempo passaríamos embaixo do sol de verão. Nossa missão era chegar o mais rápido possível, antes do pôr do sol, carregando todo o necessário para nossa sobrevivência e conforto. Fomos guiados pelo nosso gerente geral de safári, Brett Heasman, que ia com passos longos e rápidos, e uma energia que parecia não ter fim. Um dos nossos colegas, Jaco, percebeu que havia esquecido algo em uma das paradas e, como um grupo, decidimos voltar para buscar. Mais tarde, quando senti que minha mochila estava muito pesada, outro colega, Dylan, levou ela por mim, mesmo tendo a sua pra carregar também. As pessoas que iam na frente olhavam pra trás constantemente com sorrisos reconfortantes e acenos encorajadores, garantindo que todos estivessem bem. Assim, depois de 12 horas, chegamos aos Koppies e pudemos assistir o sol laranja se dissolver em lindos tons rosados. Durante a noite, cantamos músicas, aproveitamos o calor e a proximidade da fogueira, e dormimos sob as incontáveis estrelas do céu africano. Nós tínhamos conseguido”.

Viv diz que, para aqueles que passaram por esse primeiro curso de seleção, o resto do treinamento foi muito como a caminhada para Klipspringer Koppies, “Uma jornada longa e desafiadora que parecia durar pra sempre. Cheia de dificuldades, mas também de beleza e de memórias que durarão uma vida”. Ela ressalta que foram meses trabalhando juntos, aprendendo uns com os outros e se superando constantemente, até que se tornassem pessoas muito diferentes daquelas que começaram a jornada. Ao longo do treinamento, os futuros rangers receberam lições sobre a geografia da reserva, identificação de plantas e animais, princípios de ecologia, e tratamento dos hóspedes.

  

No fim de todo o programa de preparação, ela conta que completaram a Sabi Sabi Trail Walk, trilha de 42 km que é outra antiga tradição da reserva. “Também conquistamos isso como time. Na reta final, com alguns de nós mancando, cantamos músicas e gritos de guerra como incentivo para terminar a caminhada. Finalmente, quando voltamos para o lodge, fomos recebidos por todos os membros da equipe com felicitações, assobios e aplausos. Sentimos alívio e completude. Mais uma vez, tínhamos conseguido”, conta Viv.

 

“Nosso tempo juntos como trainees começou com uma longa caminhada e terminou com outra maior ainda. Terminou também com uma lição inestimável: não importa o quanto a jornada seja difícil ou o quanto o desafio pareça impossível, uma linda vista sempre espera ao final. Seja um pôr do sol dourado ou os rostos sorridentes dos colegas, o trabalho duro é sempre recompensado”, ela finaliza.

 

Depois de passar por esse longo processo os rangers se tornam, além de guias de vida selvagem, educadores ambientais, que tem como missão transmitir informação e conhecimento para hóspedes de todo o mundo. Assim, cumprem um papel vital não apenas por oferecer aos visitantes do Sabi Sabi Private Game Reserve uma boa experiência, mas por darem verdadeiras lições de conservação.

A partir do depoimento de Viv, vemos como na natureza princípios como trabalho em equipe e empatia se fazem necessários. São os mesmos valores que ditam o funcionamento do Sabi Sabi, e que tem muito a acrescentar em nossas vidas – dentro e fora da savana.

 

Com 40 anos de tradição no mercado, o Sabi Sabi Private Game Reserve é um dos lodges de safári mais renomados da África do Sul. A propriedade fica localizada na reserva ambiental de Sabi Sands, ao sudoeste do Kruger National Park, e é formada por quatro lodges cuja decoração é inspirada em diferentes momentos históricos da África do Sul. Há o Selati Camp, em estilo colonial; o Bush Lodge, único que aceita crianças, e o Little Bush Camp, ambos repletos de referências étnicas e contemporâneas; e o Earth Lodge, cuja arquitetura e uso intenso de materiais naturais buscam refletir um futuro “eco-chic”, no qual luxo e natureza co-existem em completa harmonia.

Mais informações e reservas: www.sabisabi.com