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Ferramentas mais utilizadas para vendas, atendimento e pós-venda também fazem parte do levantamento

 

A aproximação do fim do ano, os avanços da vacinação e abertura de fronteiras somam fatores que favorecem a recuperação do Turismo. Diante de uma demanda reprimida que, mês a mês, se mostra apta a viajar, oferecer a melhor experiência, não apenas de viagem, mas também de escolha e de compra, é essencial para conquistar clientes e, acima de tudo, fidelizá-los. Os resultados das operadoras de turismo no mês de setembro e como elas estão usando as ferramentas atuais em prol do seu crescimento fazem parte do Boletim Mensal Braztoa, estudo realizado por meio de uma parceria entre a BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) e a UP Soluções, com o objetivo de gerar inteligência de mercado a partir de informações das associadas, e que, excepcionalmente nesta edição, não terá lançamento com apresentação ao vivo.

 

Em setembro, 36% das operadoras alcançaram faturamento próximo da média histórica (75% ou mais) e 46% em patamares equivalentes a 25% dos números pré-pandemia. Já em relação ao ano passado, 43% das operadoras dobraram o faturamento de setembro de 2020.

 

Ao se comparar o desempenho com o mês de agosto de 2021, 80% das operadoras tiveram faturamento igual ou maior no mês de setembro, o que mostra que o caminho de recuperação segue um processo de consolidação sustentável, com passos cautelosos, mas firmes e com cada vez menos chances de retrocessos.

 

Outros indicativos reforçam a linha evolutiva do setor: em setembro, 61,4% dos embarques nacionais foram de novas vendas, número quase empatado com o internacional, onde 62% dos embarques foram decorrentes de vendas novas.

 

Dia após dia, estão sendo anunciadas aberturas de fronteiras para destinos turísticos relevantes para os brasileiros. Ainda assim, o mercado nacional segue representando a maior parcela dos roteiros comercializados e o Nordeste segue como a região mais procurada, seguida do Sul. Entre os destinos mais vendidos em setembro estão Salvador e Gramado em primeiro lugar, seguidos de Natal, que ficou em segundo, e Praia do Forte, São Paulo e Fortaleza, que dividem a terceira colocação. Foz do Iguaçu e Maceió despontam no ranking do mês como destinos com aumento expressivo de vendas.

 

“Os destinos mais vendidos, corroboram com os dados de big data analisados pela UP Soluções, em que as viagens de praia e natureza correspondem a 20% das menções na mídia, seguida pelas viagens em família com 17%. Ainda, identificamos que os feriados e finais de semana equivalem a 37,5% das viagens. Portanto, um terço do turismo brasileiro está concentrado nas viagens de natureza e familiar e, nos feriados e finais de semana, estamos diante de uma alteração nas preferências e na da sazonalidade”, aponta Rayane Ruas, Head of Intelligence da UP Soluções.

 

Sobre a data de realização das viagens nacionais comercializadas em setembro, 29,2% aconteceram no próprio mês da aquisição e 45% se realizarão até o fim de 2021.

 

No internacional, América Central/Caribe e Europa figuram entre as regiões mais procuradas, com aumento relevante da América do Norte, em razão do anúncio da liberação de viagens a turismo para os Estados Unidos. Entre os principais destinos estão Cancún, Dubai, Egito e Maldivas. Portugal e Tunísia figuram entre os destinos com crescimento expressivo nas vendas.

 

Em relação aos embarques internacionais, 14,6% ocorreram no mesmo mês da pesquisa, 40,4% ocorrerão até o final do ano, enquanto 31% estão agendados para o primeiro semestre de 2022, 12,5% acontecerão no segundo semestre do próximo ano e apenas 1,4% ficarão para 2023.

 

Presença multicanal para prospecção, vendas e pós-venda

 

Este mês, a componente temática do boletim buscou fazer um diagnóstico da maturidade digital por parte das operadoras. Entre estratégias, ferramentas, investimentos e readequações em termos digitais, identifica-se nas operadoras o foco no uso da tecnologia para oferecer a melhor experiência para os clientes antes, durante e depois da compra.

 

Nos meios de pagamento o Pix já se consolida como o segundo mais relevante das empresas, com 15,97% das operações, atrás apenas do cartão de crédito, que representa 64,9% das transações. Além da agilidade, o Pix pode ainda aumentar a rentabilidade das operadoras, visto seu custo e risco menores (não tem chargeback).

 

No contato com o cliente, o e-mail e o WhatsApp se destacam. Embora Instagram e Facebook sejam as maiores vitrines das operadoras (93,3% estão presentes nestes canais de forma profissional), o e-mail é o canal mais utilizado para contato com os clientes, seguido pelo WhatsApp e telefone e, só então, figuram as lojas físicas. O envio de vouchers, materiais informativos, assinaturas de contrato e pagamentos são, em sua maior parte, feitos de forma automatizada pelas empresas, para garantir agilidade, qualidade e economia de tempo e pessoal dos operadores.

 

Em se tratando do marketing digital, as empresas dão grande importância para imagem (reputação) e análise da concorrência (posicionamento no mercado). O diagnóstico apontou que 60% utilizam sistema de análise da reputação online e 53% de análise da concorrência.

 

“A transformação digital do governo federal, reconhecido pelo Banco Mundial como o 7º no ranking de digitalização dos governos mundiais, contribuiu para as operadoras de diferentes formas, principalmente com a implementação do Pix. Os nossos associados têm investido cada vez mais em diferentes iniciativas, como no setor administrativo/financeiro, que possui o maior grau de utilização dos processos digitais, com destaque para Relatórios Gerenciais que auxiliam a tomada de decisões estratégia das empresas. Além disso, na disponibilização de inventário e efetivação de reserva tem-se um grau de maturidade bem avançado. O processo de transformação é longo, muda rapidamente e exige muito investimento, mas constatamos, nesta edição, um resultado importante do esforço dos nossos associados”, aponta o presidente da BRAZTOA, Roberto Haro Nedelciu.